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Mobilidade articular: o segredo para uma reabilitação eficiente (+ exercícios)

Você usa exercícios de mobilidade articular como parte do processo de reabilitação? Mesmo que a resposta seja sim, quero que fique atento à esse artigo! Aqui aprenderemos a importância de trabalhar essa característica funcional com alguns exercícios que te ajudarão a inseri-la em aula.

Importância da mobilidade articular na reabilitação

A reabilitação já se tornou sinônimo de fortalecimento para muitos profissionais. Lesão no joelho? Comece a fortalecer agora! Lesão no quadril? Fortalecimento é a solução! Lesão na coluna lombar? Fortalecimento nela!

Fortalecer musculaturas realmente é parte essencial do nosso trabalho na reabilitação, mas não é tudo. Uma articulação lesionada passa por um processo gradual de perda de movimento. Lembre-se que a primeira reação do corpo à dor é tentar não sentir mais dor. Se um certo movimento causa desconforto, a pessoa começa a evitá-lo.

Já viu alguém que tem dor no joelho caminhando? A pessoa manca e faz uma movimentação completamente diferente com a perna lesionada somente para não precisar flexionar o joelho. Ela está impondo a imobilidade sobre aquela articulação. Isso acontece com boa parte dos nossos alunos lesionados.

Considerando que quase todos eles só buscam ajuda médica e fisioterapêutica depois de algum tempo com a patologia, já os encontramos com articulações rígidas. O ombro é outro exemplo muito comum de falta de mobilidade por causa de lesões. Alguém que sofreu uma lesão que causa dor ao levantar o braço acima da altura da cabeça simplesmente deixa de fazer o movimento. Ou seja, deixa seu ombro rígido.

Mobilidade articular é uma característica funcional que todo o corpo precisa para conseguir realizar seus movimentos sem risco. Quando ela não existe ou está diminuída estamos criando o cenário ideal para o surgimento de:

  • Dores;
  • Patologias;
  • Desequilíbrios e tensões musculares;
  • Lesões.

Não importa com quem você está trabalhando, todos precisam recuperar sua mobilidade articular para terem um bom tratamento. Mesmo quem não trabalha com reabilitação precisa prestar atenção nessa característica.

Quais as causas da rigidez?

Por acaso você já viu alguém que não consegue agachar? Quem trabalha com funcional conhece bem esse tipo de aluno. Eles costumam realizar alguns erros, como levantar os calcanhares ou hiperestender a coluna lombar. Esses erros são indicativos de falta de mobilidade.

A maioria dos alunos iniciantes possuem algum tipo de limitação de movimento. Isso acontece porque o sedentarismo é um dos grandes causadores de rigidez articular, algo que queremos evitar a qualquer custo.

O trabalho de mobilidade articular pode servir como parte do tratamento de indivíduos lesionados ou somente como melhora de vida. Você pode ter certeza que seu aluno iniciante estará bem melhor quando conseguir realizar movimentos na sua amplitude total de movimento.

Abordagem joint by joint no funcional

No treinamento funcional o corpo é visto como um todo e não musculaturas e articulações separadas. Isso é evidenciado pela existência de cadeias musculares e cadeias cinéticas que regem o movimento. Existe mais uma abordagem importante para essa visão global, a abordagem joint by joint.

Criada pelos fisioterapeutas Gray Cook e Mike Boyle, essa abordagem vê o corpo como uma junção de articulações trabalhando em conjunto. Cada segmento tem a função de estabilidade ou mobilidade e de acordo com ela conseguimos prever suas disfunções.

Para manter o equilíbrio, o corpo possui segmentos com função de mobilidade alternadamente com aqueles que têm função de estabilidade. A tendência é que os desequilíbrios articulares gerem um exagero na função da articulação. Ou seja, uma articulação com função de estabilidade se torna rígida quando desequilibrada.

Como resultado, surgem as patologias e dores que tanto conhecemos. Mais importante ainda é entender que essas articulações formam um conjunto. Por isso, o desequilíbrio articular costuma se manifestar como dor na articulação imediatamente acima ou abaixo. Veja um tornozelo sem mobilidade como exemplo. É raro encontrar pacientes com dores no próprio tornozelo, mas as dores no joelho são bastante comuns.

Exercícios de mobilidade no Treinamento Funcional

Como falei anteriormente, se quisermos um corpo com seu funcionamento fisiológico correto, precisamos trabalhar a mobilidade. Para isso, separei aqui algumas opções de exercícios que você pode aplicar no Treinamento Funcional. Apesar de não serem exercícios de Pilates, eles também servem para as aulas do Método sem problemas.

Conclusão

Sem trabalhar mobilidade articular sua reabilitação dificilmente estará completa. Provavelmente você percebeu que nos exercícios mostrados acima tivemos forte ênfase em mobilidade de regiões como torácica e quadril.

Para entender isso, basta observar novamente a abordagem joint by joint. Nela, o quadril e a torácica são duas regiões com função de estabilidade. Como parte de um conjunto articular que anula e distribui forças, o quadril precisa de uma estabilização bastante eficiente, mas em alguns casos essa estabilização causa rigidez. O mesmo ocorre com a coluna torácica.

Ou seja, precisamos trabalhar mobilidade com ainda mais frequência quando estamos enfrentando problemas articulares em um local com função de estabilidade. Isso não quer dizer que você pode descartar a mobilidade em articulações que têm essa função! Elas podem estar rígidas, especialmente quando a pessoa passou muito tempo com dor.

 

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