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Por que você deve começar a misturar Treinamento Funcional e Pilates agora

Experimente chegar para algum cliente seu conhece pouco de atividades físicas e pergunte o que ele acha de Treinamento Funcional. A não ser que ele pratique essa modalidade, a pessoa provavelmente pensará numa série realizada com equipamentos como bolas, pesos, Kettlebells e similares para atletas ou quem é muito ativo. Mas também podemos misturar atividades como o Treinamento Funcional e Pilates na mesma aula.

Como já mencionei falando de Treinamento Funcional Terapêutico, isso é um grande erro. O TF pode ser praticado por qualquer um, mesmo quem está em reabilitação, e traz imensas melhorias para o corpo.

Um praticante do Treinamento Funcional corrige erros de movimento e desequilíbrios musculares. Mesmo atletas de alto rendimento podem se beneficiar dele e aumentarem seu rendimento nos treinos e competições.

Pensando em todos esses benefícios dessa modalidade, sempre me pergunto por que tantas pessoas usam o TF de maneira isolada. Ele pode e deve ser utilizado juntamente a outros tipos de atividade, como o Pilates, mesmo que seu objetivo seja de reabilitação.

Minha intenção nesse artigo é mostrar quais são as vantagens de combinarmos o Treinamento Funcional com outras modalidades, o Pilates em especial. Mesmo que você não seja especialista no assunto não se preocupe, o TF pode ser adaptado para vários tipos de equipamentos e lugares, inclusive pequenos Studios.

Entenda mais e confira algumas dicas para completar seus treinamentos e reabilitações com Treinamento Funcional no meu texto completo.

Por que o Treinamento Funcional é tão eficiente?

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Ao fazer um movimento seu corpo não sabe exatamente qual é o contexto dele. Por exemplo, se eu faço uma flexão de cotovelo, posso estar fazendo exercício na academia, empurrando uma mola ou dando um empurrão em alguém.

Durante a movimentação o corpo só consegue reconhecer a potência do que precisa fazer, mas nada de técnica. Isso quer dizer que podemos realizar movimentos disfuncionais a qualquer momento e provocar dores, lesões e patologias futuras.

Partindo dos princípios do TF é possível usar o movimento certo, para a pessoa certa, na hora certa. Isso quer dizer que uma aula que use esses conceitos não é uma sequência padronizada, mas sim um conjunto de exercícios personalizados que tentem resolver o problema específico de uma única pessoa.

Necessidades primárias do corpo

Antes de começar a aplicar o Treinamento Funcional em nossas aulas é bom relembrar algumas das necessidades primárias do corpo: a estabilidade e a mobilidade, as bases para um movimento funcional.

Apresentei o modelo joint by joint em outro artigo, e é ele que precisamos seguir ao pensar em trabalho de estabilidade e mobilidade. Cada articulação possui sua função no sistema, caso ela esteja com problemas todo o corpo sofrerá.

Por exemplo, tenho um aluno com o joelho muito instável que também sente dores frequentes no quadril. Será que uma coisa está relacionada com a outra? Certamente.

Essa instabilidade do joelho faz com que as musculaturas do quadril fiquem tensionadas, gerando a dor. Para que meu aluno comece a melhorar preciso corrigir a instabilidade articular antes mesmo de começar a trabalhar músculos relacionados à região dolorida.

A falta de mobilidade ou instabilidade também pode ser uma causadora de patologias como lombalgia. Patologias como essa são um dos motivos mais fortes que fazem as pessoas procurarem um profissional para reabilitação.

Padrões de movimento do Treinamento Funcional

padrões de movimento treinamento funcional

O Treinamento Funcional usa alguns padrões de movimento em seus exercícios. Cada um deles representa um conjunto de movimentos feito para determinada função (vocês já devem ter notado como essa palavra é recorrente ao falar de TF).

Esses movimentos são fundamentais e servem de base para outras ações mais avançadas. Conheça um pouquinho deles a seguir:

  • Empurrar: é o movimento de um exercício tradicional, a flexão.
  • Puxar: usamos esse tipo de movimento no exercício da remada.
  • Lunge: também conhecido como afundo
  • Quadril dominante: acontece quando seu aluno faz uma ponte.
  • Girar: Movimentos que trabalham a rotação no seu eixo
  • Agachar: Agachamento ou Footwortk
  • Movimento combinado: Exercícios que combinam dois ou mais padrões de movimentos. Por ex: Puxar e Agachar ou Empurrar e Girar

Benefícios do Pilates para alunos de Treinamento Funcional

benefícios do pilates no treinamento funcional

Já falamos um pouco dos inúmeros benefícios trazidos pela prática do TF. Algumas das vantagens são mútuas já que ambas as modalidades melhoram flexibilidade, força e coordenação motora.

Mesmo assim quem é instrutor de Treinamento Funcional não deve ignorar como exercícios de Pilates podem ajudar seus alunos.

O Pilates usa muitos princípios importantes para qualquer praticante de atividades físicas como:

  • Respiração;
  • Concentração;
  • Controle;

A respiração, por exemplo, impede que muitos de nossos alunos atinjam seu verdadeiro potencial físico. Podemos pegar emprestadas maneiras de auxiliar a respiração dessa modalidade fantástica de maneira a complementar o treinamento.

O Pilates também fornece atividades para corrigir a postura, um problema que provavelmente afeta boa parte de seus alunos. Se você dá Treinamento Funcional e ainda não pensou em usar Pilates nas aulas recomendo que comece a pesquisar sobre o assunto agora mesmo.

Unindo Treinamento Funcional e Pilates para melhorar os resultados

treinamento funcional técnicas

Se o aluno buscou uma atividade de reabilitação ou mesmo só uma atividade física, ele estava em busca de algum resultado. Poderia ser alívio da dor, cura de alguma patologia, aumento de rendimento nos esportes, qualquer coisa. E cabe a nós ajudá-lo a alcançar esses objetivos.

A verdade é que quanto mais eficientes formos e quanto mais resultados obtermos maior nossa chance de conseguir que aquele aluno permaneça trabalhando conosco e até nos indique para conhecidos e amigos. E existe uma ótima maneira de obter melhores resultados: usando outras metodologias em suas aulas.

“Mas Keyner, eu tenho um Studio de Pilates, deveria mesmo usar Funcional?”

Recomendo muito unir essas duas técnicas porque uma consegue suprir as falhas da outra. Como sempre digo, não existe fórmula de bolo para curar seu paciente. E as técnicas e metodologias são iguais, nenhuma é a solução perfeita.

Por exemplo, usando os princípios do Treinamento Funcional você consegue corrigir movimentos no aluno, mas é bastante difícil conseguir a excelência de movimento que o Pilates proporciona.

O Pilates por sua vez trabalha a grande maioria dos exercícios no plano sagital, já o treinamento funcional tem uma características de trabalhar em todos os planos de movimentos, saltos e deslocamentos laterias de uma forma mais dinâmica.

Ainda conseguimos usar a inclusão de uma metodologia nas aulas como um diferencial para seu cliente. Pense naquelas pessoas que dizem não gostar de Pilates, elas podem se interessar na sua aula caso você explique que utiliza conceitos do Treinamento Funcional nela.

Prevenção de lesões com Treinamento Funcional

Um dos maiores benefícios que podemos atingir usando princípios do Treinamento Funcional é a prevenção de lesões. Quem trabalha com atletas sabe bem disso, qualquer movimento errado pode levar a uma lesão, e precisamos evitar que elas aconteçam sempre.

Uma lesão atrapalha movimentos da vida diária e, no caso de atletas, leva ao afastamento das atividades físicas para um período de recuperação. E como posso fazer para evitar isso?

Minha primeira dica é: deixe que seu aluno chegue perto da fadiga. Um exercício de alta intensidade vai fazer seu cliente cansar e isso vai induzir a falha, e aí que temos que avaliar e intervir corrigindo esse problema. Caso essa falha não acontece aos nossos olhos ficaria muito mais difícil de você prevenir as lesões decorrentes da pratica da atividade esportiva.

Vamos para um exemplo prático de uma “atleta da vida real”. Imagine uma aluna que é mãe e dona de casa faz Pilates para melhorar seu condicionamento físico. Durante a aula você passa um exercício fácil e simples que ela não teve problemas para fazer, então tudo está certo em seu corpo, certo?

Na verdade, não. Quando ela chegar em casa e começar a cuidar das crianças, levantar coisas ou até fazer atividades simples de limpeza seu corpo estará despreparado para essas atividades mais pesadas. Como o exercício feito em aula era leve ela só se preparou para movimentos leves.

Outro exemplo que podemos dar é um atleta amador de tênis, durante a atividade, ele faz deslocamentos laterais, mudanças de direções rápidas, aceleração desaceleração, enfim faz vários movimentos que com o Treinamento Funcional nós conseguimos reproduzir mesmo que em espaço pequenos buscando a excelência desses movimentos, aumentando seu desempenho e evitando as lesões.

Você descobre, por exemplo, que um corredor tem uma falha ativação da musculatura estabilizadora do joelho (glúteo médio) quando deixa ele cansado e pode prepara-lo para evitar uma lesão.

Um instrutor que evita chegar perto do limite de seus alunos está falhando na preparação física. Para medir a capacidade de uma pessoa, precisamos analisar suas partes fracas porque são elas que falharão ao serem pressionadas, isso também acontece no exercício.

Use exercícios próximos ao limite físico com qualquer tipo de pacientes, desde atletas até idosos, e aproveite para identificar e corrigir suas disfunções musculares e desequilíbrios.

Trabalho de preparação para alunos

preparação de alunos e treinamento funcional

Quando falamos em preparação a primeira coisa que vem à mente são atletas. Sejam eles profissionais ou amadores, sempre pensamos que a preparação física é direcionada para eles, mas eu quero acabar com esse mito.

Todos seus alunos precisam de um bom trabalho de preparação. Mesmo que você esteja cuidando de um senhor de 70 anos que sai de casa todas as manhãs para passear com o cachorro por 15 minutos, ele precisa estar preparado para suas atividades.

Para os atletas essa preparação ajuda a aumentar seu rendimento no esporte e prevenir lesões causadas por movimentos disfuncionais. Em pessoas normais ou que praticam atividades leves ela tem a mesma função. Afinal, até subir as escadas podem ocasionar uma lesão no seu paciente.

Além disso, precisamos ficar atentos ao número crescente de praticantes de esportes e atividades físicas. Enquanto isso é muito positivo por melhorar a saúde de nossos pacientes, praticar atividades desse tipo sem orientação pode aumentar bastante o risco de lesões.

Aumento de desempenho com Treinamento Funcional

Aumento de desempenho é um conceito bastante abstrato. Até agora ninguém conseguiu desenvolver uma maneira certeira para determinar quanto esse ou aquele paciente melhorou em seu desempenho.

O que podemos fazer é garantir que nossos alunos tenham movimentos corretos e com consciência corporal. Se o que seu aluno procura é aumento de desempenho, seus exercícios devem ser focados em refinar os movimentos e corrigir gestos motores.

Fidelização de clientes com técnicas mistas

 

Nem sempre nosso cliente optou pelo Pilates ou pelo Treinamento Funcional de primeira. Alguns deles vieram de esportes de alto impacto como artes marciais, ou praticavam musculação tradicional na academia mais próxima a suas casas. De qualquer maneira, eles simplesmente podem não estar preparados para o que vão encontrar.

Algumas vezes alunos de musculação, por exemplo, podem achar que os exercícios de Pilates não são eficientes ou são entediantes comparados com o que fazem na academia. É nessa hora que você deve inserir o Treinamento Funcional como um diferencial.

Para quem quer aumentar o número de alunos e manter os antigos usar uma mistura de técnicas dá uma óbvia vantagem: o repertório de exercícios.

Quanto mais você conhecer de outras técnicas, mais variações consegue inserir. Sabe aquele aluno que odeia fazer um exercício? Você pode dar algo similar a ele, mas do Treinamento Funcional.

Aquelas pessoas que reclamam que Pilates é chato ou que querem um exercício mais pesado também se sentirão mais atraídas a suas aulas sabendo que utilizam conceitos do TF. Todos nós sabemos que o Pilates é uma atividade física extremamente eficiente, mas precisamos de maneiras para convencer o público mais desinformado.

Como aplicar Treinamento Funcional em sua aula de Pilates

A essa altura você já deve estar se perguntando como usar conceitos e exercícios do Treinamento Funcional no seu Studio. Tenho uma ótima notícia para você: é possível fazer isso mesmo sem ter os acessórios típicos do TF ou um lugar espaçoso para montar as séries.

Muitos dos exercícios podem ser feitos em equipamentos do Pilates como Cadillac e Reformer. Esses equipamentos foram especialmente desenvolvidos por Joseph Pilates para melhorar flexibilidade, mobilidade e condicionamento físico, que é exatamente o objetivo do Treinamento Funcional.

Por possibilidade vários tipos de movimentos nesses equipamentos, conseguimos realizar quase qualquer exercício de funcional neles. Você pode, por exemplo, pedir para que seu aluno realize um agachamento com auxílio da barra do Cadillac.

E quem dá aulas de Pilates solo? Como fica?

Outra boa notícia: os acessórios usados pelos praticantes de Pilates solo também são muito úteis para o Treinamento Funcional. Usamos Therabands, Minibands, Foam Rollers e bolas para fazer os exercícios preservando sua eficiência.

Perguntas frequentes

1. Por que eu devo utilizar o Treinamento Funcional no meu Studio de Pilates?

Assim como o Pilates, o Treinamento Funcional é uma atividade completa, mas tem uma característica ótima para complementar suas aulas que é trabalhar com todos os planos de movimento.

Acredito que usar duas atividades completas você só tem a ganhar com seus alunos.

Da mesma maneira, quem trabalha somente com Treinamento Funcional não deveria perder tempo em inserir atividades do Pilates em seus treinamentos.

2. Um fisioterapeuta pode trabalhar com Treinamento Funcional?

Sim. O COFFITO, órgão que regulamenta a profissão, adicionou o Treinamento Funcional às atividades que o fisioterapeuta pode exercer em 2016. O órgão aprova o uso do TF para prevenir lesões e reestabelecer funções corporais.

3. Se eu trabalhar o Treinamento Funcional no Studio como posso introduzi-lo nas aulas?

Muita gente me pergunta se os exercícios de TF devem vir antes, depois ou no meio da aula. Precisamos parar de mistificar o Treinamento Funcional, assim como o Pilates ele nada mais é que movimento e não importa em qual parte da aula ele aparecer.

O que realmente importa é que o exercício tenha um propósito, a partir disso você consegue decidir onde ele se encaixa melhor na aula. Todos os exercícios precisam servir um propósito para a melhoria do nosso aluno.

4. Posso usar o Treinamento Funcional mesmo com idosos?

Com certeza. Exercícios dessa modalidade ajudam demais os idosos. Seu objetivo é superar os limites e desafiar o aluno, independentemente de ser um atleta, gestante ou idoso. Usamos os exercícios para vencer os limites aos poucos de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

5. O fisioterapeuta pode trabalhar com emagrecimento?

O Treinamento Funcional está sendo muito procurado pelo público para emagrecer, então muitos fisioterapeutas estão na dúvida se devem aderir a essa moda ou não. Esse foco é realmente mais voltado ao educador físico.

Mas precisamos entender e fazer nossos alunos compreenderem que ao tomar atitudes para uma vida mais saudável ela já está a caminho do emagrecimento. Então começando qualquer atividade física, mesmo o Pilates, ela conseguirá perder peso.

Além disso, o Treinamento Funcional usa muitos exercícios complexos que tem por característica uma queima calórica maior. Então a pessoa acaba emagrecendo, porém o foco principal não é a perda de peso, essa seria uma consequência.

Conclusão

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Aliar mais de uma técnica em suas aulas é benéfico para você e seus alunos. Eles terão um rendimento maior, conseguirão atingir suas metas de maneira mais rápida além de ficar com uma saúde muito melhor graças ao exercício físico.

Como profissional você também terá ganhos, sendo o primeiro uma vantagem a ser oferecida para seus clientes e possíveis clientes. Num mercado extremamente concorrido como é o da fisioterapia, Pilates e atividades físicas sempre precisamos apresentar um adicional para se destacar da concorrência.

Para te ajudar a adaptar alguns exercícios do Treinamento Funcional para o Pilates, separei algumas dicas no meu Ebook de 20 Exercícios de Funcional com Acessórios. Quer saber mais? Então baixe o Ebook gratuitamente e comece já a aplicar esses conceitos importantíssimos em suas aulas.

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