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17 exercícios nos equipamentos de Pilates para escoliose

Já precisou tratar um paciente com escoliose, mas ficou com dúvida a respeito dos exercícios que deveria utilizar? Fique sabendo que o Pilates e seus equipamentos possuem uma variedade imensa de movimentos para tratar esse desvios. Para te ajudar, selecionei esta lista de 17 exercícios de Pilates para escoliose.

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Exercícios nos equipamentos de Pilates para escoliose

Anatomia da coluna e como isso influencia na escoliose

A coluna vertebral é uma estrutura formada por:

  • 7 vértebras cervicais;
  • 12 vértebras torácicas;
  • 5 vértebras lombares;
  • 5 vértebras sacrais;
  • 4 vértebras coccígeas.

Ela é essencial para o movimento e suporte de todo o corpo. Sua função é de dar sustentação às estruturas corporais, permitir movimentos e, claro, proteger as vísceras. Por isso a coluna possui um dilema delicado: manter estabilidade o suficiente para não sofrer lesões e aguentar as forças geradas nos movimentos e mobilidade o suficiente para se mover.

Para garantir esse equilíbrio, a coluna vertebral possui algumas curvaturas consideradas fisiológicas. Elas são lordoses e cifoses feitas para garantir mobilidade ou estabilidade de acordo com o segmento da coluna. O segmento lombar, por exemplo, possui uma lordose que permite maior mobilidade e o torácico possui uma cifose especialmente preparada para proteção.

Apesar da existência de curvas fisiológicas da coluna, nem toda curvatura é fisiológica. Existe um grande número de desvios posturais que podem afetar nossos alunos e prejudicar seus movimentos. Um bom exemplo é a escoliose.

Esse desvio tridimensional da coluna causa uma curvatura anormal que pode, ou não, causar dor. A curva surge por diversos motivos, podendo ser desenvolvida através de tensões musculares, problemas neurológicos, desigualdade dos membros inferiores, entre outros. As escolioses podem ser em S ou em C, sendo o tipo em S o mais comum.

Ela costuma acontecer porque, quando uma curvatura anormal surge na coluna, ela busca compensar, levando ao surgimento de outra curvatura. A escoliose também gera uma série de tensões musculares e desequilíbrios que precisam ser encontrados e tratados no seu paciente.

Quando podemos tratar a escoliose com exercícios?

Muitos alunos têm medo da escoliose por pensar que ela só pode ser tratada através de métodos cirúrgicos. Realmente, dependendo do grau do desvio e da sua possibilidade de progressão, a cirurgia é a única maneira de tratamento. Mas existem diversos casos nos quais os métodos conservadores são eficientes, em especial os exercícios.

O primeiro ponto que devemos observar é a angulação da curva criada pela escoliose. Chamamos isso de ângulo de Cobb e ele pode ser medido através de exames de imagem, como a radiografia. Depois de descobrir o ângulo de Cobb do seu paciente é possível determinar as chances de tratá-lo através do movimento.

Curvas entre 40º e 50º podem precisar de cirurgia, mas tudo vai depender da possibilidade de aumento dessa curva. Quadros já estabilizados algumas vezes podem ser tratados através de uma combinação de exercícios e outros métodos conservadores. Em quadros com grandes deformidades estéticas e perdas funcionais e alta probabilidade de aumento da curva, o médico pode recomendar a cirurgia. Casos com 50º da curvatura de Cobb são sempre cirúrgicos.

Pacientes que precisam de operação para corrigir a escoliose passam por um procedimento chamado de artrodese da coluna. Ele utiliza pinos e hastes para corrigir o desvio e voltar à posição ereta. Apesar de ser cirúrgico, o profissional do movimento ainda tem seu papel nesse tratamento. Devemos ajudar o aluno a recuperar parte da sua mobilidade após o procedimento, garantindo melhor qualidade de vida.

Casos com curvaturas menores que 40º conseguem ser tratados somente com o método conservador, contanto que não exista muita evolução da curva. O tipo de tratamento escolhido vai depender bastante da causa da escoliose, mas todos precisam de exercícios para consertar as compensações geradas pelo desvio.

Trabalho unilateral ou bilateral para escoliose

Recebo essa pergunta com muita frequência. Muitos profissionais querem saber se devem realizar exercícios somente para um lado em pacientes escolióticos. O motivo parece lógico, o aluno já possui uma inclinação, portanto, tensão exagerada para um lado, por que trabalhar ainda mais esse lado? Na verdade, não uso esse tipo de pensamento nas minhas aulas.

O corpo de um paciente escoliótico é desigual, isso é inegável, mas nenhum corpo é realmente simétrico. A própria natureza destra ou canhota de um paciente faz com que ele use mais um lado do corpo que o outro no dia a dia. Todos realizam mais movimentos para um lado específico do corpo, então o mais adequado é trabalhar ambos os lados pelo menos em aula.

Além de proporcionar mais benefícios para o tratamento da escoliose, trabalhar de maneira bilateral ajuda seu aluno a melhorar sua saúde em geral. O fortalecimento muscular auxilia o corpo a se movimentar de maneira fisiológica e previne a dor causada por desequilíbrios da escoliose.

Portanto, minha recomendação é trabalhar os dois lados do aluno. Ele precisa de uma base de sustentação do corpo forte para garantir bons movimentos e um tratamento mais eficiente da escoliose.

O que não posso esquecer no tratamento de escoliose?

Comecei falando no tópico anterior a respeito de músculos de base do corpo. Eles são a base do movimento e, quando estão fracos, podem ser até um fator de risco para lesões. Em indivíduos com escoliose, a fraqueza ou tensão nessas musculaturas é bastante comum.

Mesmo tratando a coluna, não podemos esquecer a base do corpo, como o core, glúteos, tríceps sural e outras musculaturas dos membros inferiores. Elas têm o potencial de causar desvios e desequilíbrios diretamente na coluna através de sua fraqueza ou falta de ativação correta.

Também devemos lembrar de trabalhar a mobilidade e a estabilidade da coluna em equilíbrio. Provavelmente a primeira coisa que você deseja fazer com um paciente com escoliose é melhorar sua estabilidade. A coluna está instável, sujeita a lesões, mas também precisa de movimento. Nunca invista somente em uma característica funcional, você corre o risco de criar uma coluna rígida.

Conclusão

Todos sabemos que o Pilates é uma ferramenta eficiente para tratarmos patologias e desvios da coluna, isso inclui a escoliose. Utilize os exercícios demonstrados nesse artigo para complementar suas aulas e conseguir ainda mais benefícios para seus alunos.

Quer saber mais sobre escoliose? Confira os outros artigos no meu blog a respeito:

 


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