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Dicas imperdíveis para tratar dor no quadril (+4 exercícios)

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Sabe aquela dor que incomoda muito e te impede de fazer as coisas mais simples? Nossos alunos com dor no quadril se sentem assim.

Eles querem realizar suas tarefas diárias, limpar a casa, trabalhar, mas a dor os impede. Seu corpo evita se mover porque o simples ato de caminhar talvez provoque uma dor aguda em alguma parte do quadril. E nessa hora eles buscam nossa ajuda, não porque querem ter bons movimentos ou praticar Pilates e Funcional. Seu verdadeiro motivo é se livrar da dor que atrapalha tanto.

Precisamos aprender como fornecer resultados aos alunos através do movimento. Essa é a única maneira de fidelizá-los e ganhar sua confiança. Para isso separei aqui alguns exercícios que te ajudam a aliviar e tratar a dor no quadril.

Certamente esse artigo não é uma fórmula mágica, mas sim uma sugestão. Você, como profissional, deve avaliar seu aluno e decidir se esses movimentos são ideias para ele. Se quiser aprender um pouco mais sobre a dor no quadril e conferir algumas dicas, continue lendo.

Você também pode clicar aqui para ir direto aos exercícios.

Por que surge a dor no quadril

como tratar dor no quadril com exercícios

O seu aluno chega reclamando de dor no quadril. Bem, ela pode ser resultado de um grande número de patologias e compensações.

Para descobrir qual é o real problema você precisará realizar diversos testes de quadril, além de exames de imagem para confirmar a patologia. Mas o que podemos ter certeza, antes mesmo de realizar qualquer teste, é que existe um ou mais desequilíbrios musculares na região.

Isso porque a sociedade moderna sofre de um grande mal que se torna uma epidemia cada vez mais grave: o sedentarismo. Um corpo que foi feito para se mover está ficando cada vez mais estático, e isso afeta sem dúvida alguma o quadril.

Ou será que as horas que todos passam sentados durante o dia não tem efeito algum nesse conjunto articular? Algumas musculaturas ficam tensas, outras encurtadas. Assim o corpo gera um sistema de compensações que aos poucos começa a aparecer em forma de dor.

Existem diversos fatores que podem gerar uma dor no quadril. Eles variam desde encurtamentos musculares e tensões, até problemas posturais. Claro que os fatores patológicos também variam. Portanto, ao se deparar com um aluno que sofre de dor no quadril, não pense que é só um quadril problemático.

Observe o quadro de dor e o corpo como um todo. Esse é o primeiro passo para um tratamento eficiente e para melhorar a dor. Entendendo que o corpo é um grupo de musculaturas e estruturas conectadas, você conseguirá avaliar melhor a patologia. Ou seja, conseguirá recomendar os melhores exercícios para esse paciente.

Tratamentos para dor no quadril

tratamentos para dor no quadril

Os exercícios que conhecemos no Pilates, na fisioterapia e em outros métodos do movimento são somente uma das maneiras de tratar. Dependendo do caso e do histórico do aluno, o médico responsável por ele talvez recomende outros métodos.

Medicamentos

Os medicamentos têm um papel importante no tratamento de patologias de quadril. Eles podem ser usados tanto para aliviar a dor quanto para tratar inflamações vindas de patologias.

Porém seu aluno nunca deve se automedicar. O uso de drogas para aliviar a dor tem um potencial benéfico, mas quando utilizado sem orientação médica é mais maléfico que qualquer coisa.

Para começar, a pessoa que tem costume de utilizar analgésicos e afins para aliviar dores se condiciona. Ela deixa de conseguir alívio através de outros métodos, ficando refém desses remédios.

Muitas vezes o medicamento vem aliado de um outro problema: o repouso. Ok, ficar alguns dias sem fazer esforço nem sempre é um problema e talvez até alivie a dor. Mas essa solução não resolve o desequilíbrio muscular ou patologia que realmente causou a dor e pode até piorá-la.

Isso porque as musculaturas ficarão enfraquecidas depois de muito tempo de repouso. Sem se mover e com músculos enfraquecidos, o corpo criará mais compensações que talvez resultem em dor.

Cirurgia

Dependendo da patologia o médico responsável por seu aluno talvez recomende cirurgia. Nesse caso o fisioterapeuta tem um papel essencial tanto no pós quanto no pré-operatório.

Você deverá acompanhar seu aluno com exercícios para recuperação, incentivando a volta dos movimentos funcionais. Através do acompanhamento de um profissional do movimento o aluno conseguirá evitar rigidez articular ou problemas futuros. Claro que tudo deve ser de acordo com as instruções do médico responsável pelo aluno.

O período pós-operatório é bastante delicado, por isso devemos sempre operar em colaboração com o médico.

Um exemplo de procedimento bastante comum é a artroplastia de quadril. Ele consiste em trocar a articulação ou parte dela por prótese. Nesse caso é comum encontrar rigidez na região após o procedimento, sendo que o papel do fisioterapeuta seria recuperar os movimentos.

Os exercícios mais comuns para reabilitação de artroplastia do quadril são treino de marcha com auxílio de acessórios como andador. O paciente provavelmente fará bastante uso de bengalas e muletas a princípio, pelo menos até recuperar integralmente a marcha.

Esse processo de recuperação é extremamente importante para que o paciente operado recupere sua independência. Ele também ajuda a evitar complicações que acontecem quando a pessoa permanece muito tempo deitada ou sentada no pós-operatório.

Papel dos exercícios para dor no quadril

papel dos exercícios para dor no quadril

Mencionei os problemas que o repouso e sedentarismo trazem para o corpo. Eles muitas vezes acabam piorando o estado do aluno. Já os exercícios, quando bem realizados, ajudam não só a aliviar a dor como também auxiliam no tratamento.

Existem diversos benefícios de utilizar exercícios para dor no quadril:

  • Estimular a circulação no local;
  • Melhorar o condicionamento físico;
  • Recuperar flexibilidade;
  • Melhorar a amplitude de movimento;
  • Melhorar o alinhamento postural.

Conseguimos perceber através desses benefícios por que utilizar o movimento para tratar a dor no quadril. Em muitos casos ele é o suficiente para aliviar a dor e recuperar da patologia, em outros é um grande aliado de outros métodos.

Também conseguiremos usar os exercícios durante a aula para consertar padrões de movimento errado. É bastante comum encontrarmos alunos que apresentam uma dor no quadril devido a problemas de movimento.

Um exemplo são corredores que por compensações na corrida sobrecarregam o quadril ou musculaturas da região. Assim acabam com dores cuja origem não está no quadril em si. Para resolver esses casos devemos utilizar exercícios que ajudem a melhorar o movimento desse corredor.

4 exercícios para quadril e como eles podem ajudar

Agora veremos 4 exercícios que te ajudam a tratar alunos com dor no quadril. Esses exercícios são bastante úteis para melhorar a mobilidade do quadril e também aliviar a tensão na região.

Só tome cuidado, os movimentos precisam ser feitos com perfeição. Se o seu aluno realizar alguma compensação ele não terá efeitos satisfatórios na dor. Por isso é importante que o instrutor acompanhe de perto o aluno, corrigindo sempre que necessário seus movimentos.

Exercícios para alunos com dor

Alguns alunos chegam ao nosso espaço com tanta dor que não conseguem fazer nem exercícios simples. Esse tipo de caso costuma ser um problema para o profissional do movimento, afinal, como tratar alguém que não consegue se mover?

A resposta é mais simples do que parece. Comece descobrindo uma maneira de aliviar a dor. Ao início talvez você passe mais de metade da seção tentando aliviar a dor desse aluno antes de conseguir usar os exercícios.

Não é um problema passar boa parte da aula realizando liberação miofascial, massagem ou até acupuntura para aliviar a dor no quadril. O importante é nunca deixar que o aluno realize os movimentos com dor.

Aos poucos, conforme o tratamento surtir efeito, seu aluno terá menos dificuldade nas aulas. Isso quer dizer que ele precisará de menos interrupções para aliviar as dores agudas e conseguirá realizar mais exercícios.

Sempre peça que o aluno realize os movimentos em seu ritmo. Em uma aula em grupo a pessoa talvez fique tentada a acompanhar os companheiros. Porém esses colegas muitas vezes não estão com dor e têm mais experiência que ele.

Tipos de paciente em risco de desenvolver lesões no quadril

quem tem risco de desenvolver patologias do quadril

Apesar de qualquer um com desequilíbrios musculares possa desenvolver dores no quadril, as lesões possuem um público mais afetado. Em geral, mulheres na menopausa estão mais vulneráveis a lesões nesta região.

Isso acontece porque a mulher nessa fase da vida passa por mudanças hormonais que em alguns casos levam à osteoporose. Mulheres com osteoporose costumam sofrer lesões e fraturas no quadril com maior frequência e também têm maior dificuldade no tratamento.

Corredores e outros praticantes de atividade física com alto impacto também estão sujeitos a lesões e patologias no quadril. Casos como esses são comuns especialmente se o atleta não possuir acompanhamento de um profissional do movimento.

Ao treinar sem acompanhamento é normal que o atleta acabe em overtraining, excedendo os limites do corpo e desenvolvendo uma lesão. Outra possibilidade é que uma compensação leve a um padrão alterado de movimento e uma consequente lesão. Preste muita atenção aos movimentos de seus alunos atletas, eles podem estar escondendo um risco de lesão alto.

Por fim, movimentos repetitivos também podem ser um risco para desenvolver dor e patologias no quadril. Um aluno que trabalha realizando movimento repetitivos, mas não faz qualquer outra atividade física pode estar sujeito a dores e lesões. Isso porque a musculatura não está forte e pronta para sustentar a articulação, criando compensações em outras estruturas estabilizadoras.

Algumas patologias importantes

patologias do quadril importantes

Não existe como negar, boa parte dos casos de dor que encontramos nos nossos espaços, Studios e consultórios são patologias do quadril. Por isso, vamos dar uma breve revisada em algumas patologias importantes que afetam essa região.

Artrose

A artrose consiste em uma doença degenerativa crônica. A cartilagem sofre desgaste excessivo e, geralmente, não gera dor inicial. Como consequência desse desgaste, o espaço articular sofre redução e os movimentos ficam mais limitados.

Em muitos casos, o indivíduo com artrose começa a mancar, sendo uma doença mais comum após os 60 anos de idade. Claro que isso não quer dizer que pacientes de qualquer faixa etária não possam ser afetados.

O tratamento terá como objetivo limitar a degeneração e a perda dos movimentos. Os exercícios em uma aula de Pilates ou similares deverão auxiliar o aluno a manter os movimentos funcionais e também evitar a dor.

Síndrome do piriforme

O músculo piriforme está localizado na região profunda da nádega e é responsável pela rotação externa da coxa. A síndrome surge em decorrência de uma compressão do nervo ciático, que passa por dentro do músculo piriforme e inflama pelo aumento de tensão ou presença de espasmos no músculo.

Os sintomas incluem dores nas nádegas (região profunda) e queimação, podendo irradiar para as pernas. Mulheres que têm por objetivo a hipertrofia do glúteo ou praticantes de exercícios físicos como futebol ou corrida, por exemplo, estão suscetíveis ao aparecimento da síndrome.

Anquilose de quadril

Trata-se de uma patologia, normalmente, secundária a outras doenças e representa a ausência de movimento da articulação do quadril.

Artrite reumatoide

Essa patologia, geralmente, atinge as articulações das mãos e dos pés, mas também pode afetar os quadris. Consiste em uma inflamação crônica que ocasiona dor, redução do arco de movimento e inchaço local, podendo afetar, além das articulações, outros órgãos do corpo. Trata-se de uma doença autoimune, o próprio sistema imunológico acaba atacando por engano os tecidos saudáveis do corpo. A principal causa da doença é a tendência genética.

Bursite do quadril

A bursite surge como conseqüência de uma inflamação das bursas trocantéricas, localizadas no quadril. Estas bursas atuam de modo a facilitar o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. O principal sintoma é a dor no quadril que dificulta a realização de atividades físicas e até na hora de dormir.

Síndrome do impacto femoro-acetabular

Surge em decorrência de alterações morfológicas da cabeça do fêmur ou do acetábulo, causando entre ambos. Para um quadril saudável, o normal é que a cabeça femoral não entre em atrito com a borda do acetábulo durante a execução de exercícios ou a realização de movimentos rotineiros.

Pubalgia

A região do púbis pode ser considerada o centro de gravidade do nosso corpo. A pubalgia consiste na tendinite dos adutores do quadril ou dos abdominais, sendo que todos os músculos e tendões afetados têm a inserção no osso púbico.

O principal sintoma é a presença de dor abdominal e na virilha. A patologia afeta, principalmente, pessoas do gênero masculino e jogadores de futebol, por exemplo, em virtude do estresse provocado no osso púbico. O indivíduo com pubalgia tem suas atividades esportivas limitadas e, muitas vezes, suspensas por períodos prolongados.

O que o profissional deve saber antes do tratamento

Ao estudar algumas dessas patologias conseguimos perceber que existe um fator que influencia bastante em seu aparecimento. Esse seria as atividades do indivíduo, especialmente atividades esportivas.

Quando você começar a tratar o aluno deve procurar saber quais tipos de atividades esportivas ele realiza. Também tente conhecer seu tipo de trabalho e quais posições ele mantém na maior parte do dia. Fatores como esses podem estar relacionados à lesão ou patologia e até estarem entre os causadores.

Conhecer que tipo de atividade física também te auxilia a entender qual é o tipo de corpo com o qual está trabalhando. Um jogador de futebol com pubalgia, por exemplo, será bem diferente de uma mulher que só frequenta a musculação 3 vezes por semana. Com o conhecimento você consegue compreender as principais necessidades desse corpo.

A fase da avaliação talvez seja a mais importante na reabilitação de qualquer aluno. Você precisa entender como seu corpo se move, mesmo fora de aula, e essa é uma tarefa difícil.

Minha dica é: avalie o aluno especialmente quando ele não sabe que está sendo avaliado. Desde o momento em que ele entra no seu espaço, até a hora de ir embora você deve estar procurando as compensações naquele corpo.

E nunca se esqueça de conhecer melhor outras regiões que podem interferir no quadril. A coluna lombar e o joelho são bastante importantes porque influenciam diretamente no quadril. Porém não se limite a eles, o corpo pode ter compensações por toda a parte.

Outras regiões afetadas pelo quadril

Como mencionei anteriormente, precisamos analisar todo o corpo já que as compensações se espalham. Preste atenção em duas regiões em especial:

  • Joelho;
  • Coluna lombar.

Por serem as articulações mais próximas ao quadril, eles sofrem em especial com suas compensações. Quando o quadril está pouco móvel veremos uma hiper-mobilidade no joelho ou na lombar.

Isso é tão comum que muitas vezes problemas do quadril sequer se manifestam nessa articulação. Eles aparecem como dores na região lombar ou até no joelho. Seus movimentos dependem bastante da mobilidade de quadril, algo que desaparece quando o aluno sente dor.

Também precisamos prestar atenção em regiões como tornozelo e coluna torácica. Essas áreas também sofrem influência indiretamente do quadril. Nunca ignore como o corpo consegue espalhar as compensações que surgem em uma articulação.

Para resolver problemas no quadril que também afetam joelho, por exemplo, poderemos usar exercícios integrados. Um bom exemplo é o vídeo abaixo, onde mostro um trabalho de mobilidade de quadril e joelho.

Mobilidade de quadril e sua importância no tratamento

Falando em mobilidade de quadril, é importante lembrar que essa característica deverá ser lembrada no seu trabalho de reabilitação.

A primeira reação do corpo à dor é parar o movimento. É um mecanismo de proteção que tenta se livrar do incômodo, o que não quer dizer que está correto. Alunos com dor no quadril costumam ter essa articulação com falta de mobilidade.

E isso levará a uma série de outros problemas, como expliquei neste artigo com exercícios para mobilidade de quadril.

Conclusão

A dor no quadril é um problema sério e limitante para nossos alunos e pacientes. Graças a ela eles perdem sua independência e movimentos funcionais. É papel do instrutor e de qualquer um que trabalhe com movimento ajudá-los a voltar a se movimentar.

Para isso podemos utilizar uma grande variedade de exercícios que melhorem as musculaturas do quadril. Esses exercícios devem ser decididos de acordo com uma boa avaliação do paciente, e entre eles estão os 4 mostrados no artigo.

O que achou dessas informações? Tenho certeza que elas te ajudarão a dar exercícios cada vez melhores para seus alunos com dor no quadril. Se quiser continuar aprendendo recomendo conferir meu artigo completo sobre mobilidade de quadril. É só clicar nesse link.

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