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INFOGRÁFICO: 8 Dicas para Montar uma Aula de Treinamento Funcional

Quando um aluno começa a ter aula de treinamento funcional, ele ouviu falar de seus muitos benefícios e acha que podem ajudá-lo. Mas com o tempo a perspectiva de atingir seu objetivo vai ficando menos motivadora. O que realmente faz com que alguém continue praticando a modalidade é cada aula que ele tem. Quer melhorar sua retenção de alunos? Planeje boas aulas e tudo dará certo.

Dicas Para Montar uma Aula de Treinamento Funcional

dicas aula de funcional

1. Individualização

Para uma aula de treinamento funcional realmente boa, você precisa individualizar a sessão. Isso significa: nada de adotar um protocolo único para todos seus alunos ou turma. Sabe o que acontece com seções padronizadas que seguem esse tipo de protocolo? Poucos resultados e alunos que eventualmente estarão insatisfeitos.

Não trabalhamos com vários alunos iguais, por isso é natural que seus problemas, dificuldades e necessidades mudem. O Treinamento Funcional trabalha com aulas que se adaptam para cada um em busca de resultados mais otimizados.

Se você pegar um grupo de indivíduos que façam aula de treinamento funcional, nenhum deles será exatamente igual. Seus corpos são diferentes em questão de condicionamento físico, flexibilidade, força, agilidade, entre outros. Isso significa que uma aula igual para todos trará resultados diferentes.

Outro fator importante a considerar na hora de preparar aulas são os desequilíbrios do corpo de cada um. Nem sempre trabalhamos com o funcional para reabilitação, mas mesmo quando ele é usado para condicionamento físico precisa corrigir compensações. Lembre-se: o funcional tem como objetivo corrigir padrões de movimento. Ou seja, os exercícios devem ser direcionados ao que cada um precisa corrigir.

A maior dificuldade acontece para quem trabalha com aulas em grupo. Podemos acabar trabalhando com diversos tipos de corpo ao mesmo tempo. Muitas vezes é impossível separar a turma por nível de habilidade e devemos saber lidar com isso. Uma aula individualizada significa ter exercícios que auxiliam nas dificuldades de cada um e que todos podem fazer.

2. Objetivo

Algumas técnicas de produtividade recomendam incluir um objetivo para o período que você está planejando. A ideia é ter algo para alcançar que motive todas suas ações e oriente suas prioridades. Apesar de parecer completamente diferente, o funcional não é tão diferente.

Precisamos de um objetivo para guiar cada aula de treinamento funcional, que geralmente é aquilo que queremos melhorar naquela sessão. Defina o que deseja trabalhar na aula e crie todo o planejamento se baseando nisso.

Vou dar um exemplo prático bastante simples. Imagine que você está preparando uma aula para seu aluno com dificuldades para agachar. Nela você quer trabalhar mobilidade de quadril e tornozelo para que ele consiga agachar mais profundo. Por isso todos os exercícios serão orientados para esse fim.

O objetivo da aula não significa que podemos deixar de trabalhar na globalidade. Na hora de escolher exercícios é importante levar em consideração o tipo de exercício escolhido e se ele atende ao objetivo.

Outro fator importante para sua aula é o objetivo do aluno. Quando alguém começa a praticar atividade física certamente quer alcançar algo. Pode ser emagrecimento, tratamento de uma patologia ou melhorar o condicionamento físico. Cada aula precisa contribuir para esse objetivo a longo prazo.

3. Acessórios

Se você passear um pouco pelo meu blog encontrará diversos artigos sobre treinamento funcional com acessórios. O motivo é simples, existem muitos acessórios na modalidade e seria uma pena deixar de usá-los.

Cada um dos acessórios que usamos nas aulas conseguem adicionar algo ao exercício. Pode ser instabilidade, trabalho de força ou até de potência e agilidade. Claro que tudo depende do tipo de movimento realizado, mas você conseguiu entender que posso melhorar muito minha aula com eles.

Vejo diariamente profissionais que vem os acessórios como um elemento lúdico que deixa a aula mais “legal”. Esse é um pensamento limitante que só piora suas aulas. A não ser no trabalho com crianças, não precisamos trabalhar de maneira lúdica. Na verdade, não buscamos exercícios interessantes, dinâmicos ou divertidos, mas sim funcionais.

Por isso vale a pena relembrar alguns exemplos de uso de alguns dos principais acessórios:

  • Fitball: equilíbrio, estabilidade.
  • Fita de suspensão: força, estabilidade, equilíbrio.
  • Balance pad: estabilidade, equilíbrio.
  • Bosu: estabilidade, equilíbrio.
  • Escada: agilidade, condicionamento cardiovascular.
  • Cone: agilidade.
  • Foam roller: equilíbrio, estabilidade.
  • Medicine ball, kettlebels, halteres e outros pesos: carga.

Incorporar esse equipamentos no treino te ajudam a abrir um leque praticamente infinito de exercícios. Só tome cuidado para não tomar as decisões sem pensar no objetivo do movimento!

4. Progressão

Sabia que se um aluno não perceber uma progressão clara no treinamento funcional pode perder sua motivação? Já falei anteriormente, mas todos começam a praticar a atividade para chegar a algum objetivo. A progressão é a maneira mais clara de mostrar que ele está mais próximo de alcançá-lo.

Imagine o planejamento de treinamento funcional para cada aluno como um jogo de tabuleiro. No fim de todas as casas está o que ele quer adquirir, vamos usar “melhorar desempenho esportivo” como exemplo.

Cada casa é uma sessão de funcional que o leva para mais perto do fim. O erro que muitos instrutores cometem é não planejar a ordem dessas casas corretamente. Eles fazem isso de maneira instintiva e aumentam o nível dos exercícios de forma aleatória. Será que essa é a melhor maneira?

Em primeiro lugar, o aluno percebe quando estamos fazendo tudo um pouco aleatório e sem planejamento. Ele não entende periodização de treinamento ou evolução do tratamento, mas percebe nos resultados. Em segundo lugar, isso diminui a eficiência do planejamento. Sem saber exatamente para onde ir decidir os exercícios torna-se um problema.

Além de considerar os objetivos específicos do treino, pense em como essa aula se encaixa no planejamento geral. Você também perceberá que fica muito mais fácil de progredir o aluno para níveis mais avançados de treinamento.

5. Aquecimento

Já falei isso em outros artigos, mas nada de colocar os alunos para correr por 5 minutinhos antes da aula para aquecer. Como tudo no funcional, o aquecimento deve ser específico e ajudar com os objetivos da aula.

Nossa intenção com o aquecimento é preparar o corpo para se mover. É nessa hora que o corpo melhora o alongamento e flexibilidade das fibras musculares. Ele também contribui para o funcionamento articular e previne diversas lesões.

Então não pense que preparar um aquecimento eficiente é perca de tempo. Devemos usar exercícios funcionais que preparem as principais articulações que serão trabalhadas em aula.

6. Ordem dos exercícios

Você já teve algum problema numa aula de Treinamento Funcional? Quando falo em problema não quero dizer algo tão grave quanto uma lesão. Mas quero falar em alunos que não conseguiram fazer exercícios, dificuldade para realizar um circuito corretamente e até para explicar o que cada um precisava fazer. Na maioria das vezes esses problemas estão relacionados a um péssimo planejamento.

Fique tranquilo porque isso é normal, todos nós já passamos ou vamos passar por isso. Mas pode ser evitado! Depois de decidir quais exercícios serão usados numa aula pense na sua ordem. Isso vale para aulas em circuitos ou convencionais.

Cada exercício dentro da aula precisa preparar para realizar o próximo numa sequência lógica. Também precisamos tomar cuidado com a ordem na qual os movimentos são realizados para evitar que o aluno fique tão cansado que não consegue mais se exercitar.

7. Outras técnicas

Se você ainda não sabe que Pilates e Treinamento Funcional foram feitos um para o outro é porque está precisando acompanhar mais o meu blog. Durante uma aula de funcional não existe necessidade de ficar apegados a exercícios que são só dessa modalidade.

O Pilates, por exemplo, serve de complemento por possuir objetivos similares e exercícios globais. Podemos até usar alguns equipamentos e acessórios de Pilates para deixar nossa aula ainda mais completa.

Quer uma prova ainda melhor? Acessórios como Fitball, Bosu e faixa elástica são acessórios compartilhados das modalidades. Não se limite só porque o exercício perfeito para sua aula veio de outra técnica.

8. Variações

Para que serve uma variação de exercícios na sua aula? Nunca pense nelas somente como uma forma de deixar a aula interessante. No funcional tudo deve ter um propósito, seja ele de melhorar o fortalecimento do corpo, adicionar instabilidade, entre outros.

Você está livre para usar variações contanto que elas tenham um motivo para estar lá. Com frequência usar uma variação de exercício significa facilitar a aula para alguém menos avançado ou o oposto. Sempre deixe algumas preparadas caso ocorram imprevistos.

Conclusão

A aula de treinamento funcional perfeita é difícil de atingir para meros mortais como nós, mas podemos chegar perto. Tudo é questão de um bom planejamento que leve em consideração todas as características do aluno e objetivos da modalidade.

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