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Como deixar sua aula de Treinamento Funcional perfeita com 9 dicas

aula de treinamento funcional perfeita

Palavra-chave: aula de Treinamento Funcional

É difícil dizer o que seria uma aula de Treinamento Funcional perfeita. São tantos fatores que podem influenciar no resultado de uma aula que é difícil listar todos. Por isso, não tem como eu te garantir que consigo mostrar o que é uma aula perfeita. Mas posso te dar algumas características que fazem a aula ter sucesso, e chegar muito perto disso.

Quando falo em sucesso estou querendo dizer satisfação dos alunos aliado aos resultados efetivos do seu treinamento. Sei que como instrutor de Treinamento Funcional você certamente quer isso. Todos queremos que nossos alunos saiam da aula satisfeitos e sabendo que estão um pouco melhores.

Se você quer uma aula assim dê uma olhada nesse artigo. Separei aqui algumas características de uma aula de Treinamento Funcional de sucesso bastante úteis. Essa é a oportunidade perfeita para você começar a aplicá-las em suas aulas e dar uma renovada importante. Seus alunos vão adorar!

Objetivos de uma aula de Treinamento Funcional

Só de alguém trabalha com Treinamento Funcional (TF) podemos imaginar que já sabe os objetivos do Funcional. De qualquer maneira, sempre vale a pena lembrar para que consigamos preparar a aula de Treinamento Funcional da maneira mais eficiente e com a base bem forte e clara.

O TF como um todo busca recuperar e trabalhar os movimentos funcionais do corpo. Para entender realmente o que é uma ótima aula de Treinamento Funcional, deveremos entender também o que são movimentos funcionais.

O termo movimento funcional é bem vago e às vezes confunde o profissional. Dependendo da definição, qualquer coisa pode se encaixar nessa categoria. Quando eu falar em movimento funcional, estou querendo dizer algo que seja transferível para a vida diária.

Ou seja, não estou falando de exercícios em máquinas que o aluno nunca vai conseguir reproduzir durante o dia. Também não quero dizer um movimento extremamente complexo e desafiador, mas que nada tem a ver com o que aquela pessoa realiza na sua rotina. Para algo ser considerado transferível precisa se assemelhar aos movimentos cotidianos ou à modalidade esportiva praticada.

Quer dizer que eu nunca posso usar exercícios não transferíveis, Keyner?

Não, você como instrutor deve saber julgar se aquele exercício se aplica ao caso do aluno. Porém, dê sempre preferência a algo que possa ser considerado funcional já que esse é o foco da nossa aula de Treinamento Funcional.

Existem mais duas características comuns dos movimentos funcionais que valem a pena mencionar:

  • São globais.
  • São em cadeia cinética fechada (CCF).

Porém, também devemos fazer uma observação sobre isso. Nem sempre os movimentos funcionais são em CCF. Já escrevi um artigo completo sobre isso que você pode conferir nesse link. Eles também podem ser em cadeia cinética aberta, depende do objetivo do exercício.

Agora vamos entender um pouco mais sobre o que pode tornar sua aula de Treinamento Funcional ótima!

  1. Individualização

individualização para aula de treinamento funcional

Só existe uma maneira de garantir que a aula será boa: através da individualização. Aqui quero dizer que quem monta um protocolo único para todas suas aulas está muito errado e nunca conseguirá resultados satisfatórios.

Mas eu dou aula em grupo, não tem como ser individualizada.

Claro que tem! Mas falaremos sobre isso mais abaixo.

Por que é tão importante que uma sessão seja completamente individualizada?

Bem, a resposta é simples. Nenhum aluno é igual a outro. Cada corpo é diferente com características únicas. Nem todos têm o mesmo condicionamento físico, flexibilidade, agilidade, etc. E também nem todos possuem facilidades no mesmo tipo de movimento.

Você pode ter um aluno que corre muito bem, tem facilidade em fazer qualquer exercício que envolva potência e agilidade, mas que é péssimo para fazer um levantamento. Uma aula para esse aluno será individual. E com certeza será bem diferente de uma aula para alguém que é praticamente um levantador olímpico de tão bom.

Além de facilidades e dificuldades de cada um, também precisaremos lembrar os problemas do seu corpo. Ou você acha que todo mundo possui desequilíbrios, patologias e compensações iguais?

Mesmo trabalhando com alunos que possuem exatamente a mesma patologia, as compensações não serão iguais. Então imagina como isso é com pessoas que possuem patologias e problemas diferentes.

Agora chegamos na questão da aula em grupo. E se eu precisar dar aula para o corredor e o levantador olímpico que mencionei nesse tópico ao mesmo tempo?

Muitos profissionais que trabalham com sessões em grupo enfrentam esse problema. Seria ótimo se fosse possível separar as turmas por níveis de habilidade. Porém, devemos preparar a aula com aquela turma em mente.

Os exercícios devem ser fáceis o suficiente para que o aluno menos apto consiga realizar e difíceis o suficiente para desafiar o melhor aluno.

  1. Ordem lógica dos exercícios

ordem dos exercícios para aula de treinamento funcional

O aluno chega todo animado para a aula de Funcional, pronto para se exercitar e fazer exercícios. Mas algo deu errado. Em um dos primeiros exercícios ele praticamente travou, não conseguia fazer de jeito nenhum porque era avançado demais. Você já passou por isso?

Acho que todos nós já demos uma aula assim. Como o aluno não conseguia fazer o exercício acabamos pulando ou dando outra coisa para ele fazer enquanto os outros terminam. Ao final da sessão, nós só queremos sentar e pensar no que deu errado. Posso afirmar que boa parte das vezes a culpa é de um planejamento ruim.

Sei que decidir os exercícios já é uma tarefa difícil às vezes, mas nunca podemos parar nela. Depois de decidir o que fazer você deve pensar em uma ordem. E se essa ordem for ruim teremos problemas.

Quando existem exercícios avançados na aula, precisaremos que os movimentos anteriores sirvam de preparação. Depois de realiza-los seu aluno precisa estar com consciência corporal o suficiente para fazer o movimento avançado.

Graduação de exercícios

Outro ponto importante na ordem dos movimentos aplicados de aula é a graduação. Pense bem, será que seu aluno terá energia o suficiente para fazer os exercícios na ordem que você decidiu?

Colocar vários exercícios intensos um depois do outro pode ser um trabalho ótimo para alguns alunos. Especialmente se eles já tiverem algum condicionamento físico, portanto estejam preparados para trabalhar com intensidade.

Mas eu sei que um aluno iniciante que até agora era sedentário não conseguirá fazer esse trabalho. Se quero incluir todos na aula, terei de pensar nisso.

Outra opção é colocar os movimentos mais exigentes no começo para aproveitar a energia inicial do aluno. Note que falei exigentes, não complexos. Como mencionei anteriormente, para fazer um exercício complexo e avançado o corpo precisará de preparação.

Vou te dar uma última opção para organizar a ordem dos seus exercícios. Varie a intensidade. É possível colocar um exercício muito intenso com outro mais calmo, mais um intenso e assim por diante. Essa prática é bastante comum para quem trabalhar com circuitos funcionais dentro da aula.

  1. Uso das características funcionais do corpo

características funcionais do corpo na aula de treinamento funcional

Se uma aula não usa todas as características funcionais do corpo eu nem quero chama-la de Treinamento Funcional. Os movimentos funcionais que mencionei no começo do texto têm tudo a ver com essas características. Elas são:

  • Estabilidade;
  • Equilíbrio;
  • Coordenação motora;
  • Flexibilidade;
  • Resistência muscular;
  • Força muscular;
  • Resistência cardiovascular.

Então não basta minha aula de Treinamento Funcional ter exercícios que trabalham força, ela será incompleta dessa maneira. Talvez pareça impossível conseguir encaixar um exercício para cada característica numa sessão que dura em média 1 hora. Calma, você logo vai entender como fazer isso.

Aqui vai minha dica: escolha movimentos que contemplem mais de uma característica. Para que trabalhar só flexibilidade se você consegue trabalhar flexibilidade e equilíbrio ao mesmo tempo?

Assim você conseguirá trabalhar mais características de um corpo funcional em um período menor de tempo. Tenho uma ótima notícia para você: o Treinamento Funcional tem muitos exercícios que contemplam mais de uma dessas características.

Vamos para um exemplo. Ao fazer uma prancha seu aluno está fortalecendo musculaturas do Core. Além disso, ele está trabalhando estabilidade e equilíbrio. Parece uma posição fácil para quem está olhando, mas quem já testou sabe que exige bastante do corpo.

Não foi o suficiente para te convencer? Vou para um exemplo clássico nos meus textos: o agachamento. Já cansamos de saber que ele fortalece musculaturas de membros inferiores e Core. Ele também ajuda a trabalhar mobilidade de quadril, estabilidade de joelho e mobilidade de tornozelo.

Se fizer um agachamento com salto teremos um trabalho completo que inclui resistência cardiovascular. Viu como dá para fazer tudo na mesma aula? Basta planejamento e conhecimento dos inúmeros exercícios que temos no Treinamento Funcional.

  1. Objetivo específico

objetivo da aula de treinamento funcional

Falamos no início desse texto sobre os objetivos do TF. Eles devem estar presentes em todas as aulas porque seguem como um “guia” para quem pratica a modalidade. Além disso, também devemos lembrar que cada aula tem um objetivo específico.

Se você está se perguntando “como assim?” fique calmo que já vou explicar.

Todo aluno está tentando atingir algo. Pode ser emagrecimento (que não é minha área, mas os educadores físicos lendo esse artigo lidam muito com isso), reabilitação, etc. Isso quer dizer que suas aulas precisam ajudar o aluno a chegar perto do seu objetivo.

Não se engane, não estou querendo dizer que o aluno vai chegar com dor nas costas na sua aula e sair curado. Mas a sessão deverá ser um passo mais perto desse objetivo. Muitos profissionais esquecem disso e depois ficam com problemas para evoluir o aluno.

Assim, quando você senta para preparar uma aula defina o que quer que o aluno consiga fazer ao final. Pode ser algo como “conseguir fazer agachamento profundo” ou, “melhorar a mobilidade de quadril”. O que importa é que os movimentos caminhem para esse fim.

De acordo com esse objetivo o tipo de exercícios mudará. Talvez você queira melhorar o equilíbrio do seu aluno idoso. Provavelmente isso quer dizer que a aula terá muitos movimentos em bases instáveis ou na fita de suspensão. Trabalhando com um atleta que quer melhorar gestos esportivos teremos de usar movimentos específicos. Por isso, pense bem nesse objetivo.

Lembrando que deveremos pensar também nas características funcionais que o aluno deve trabalhar. Mesmo que o foco da aula seja em equilíbrio você deve incluir as outras características. Seu aluno nunca trabalhará só uma delas na sua vida diária, então por que faria isso em aula? A escolha dos exercícios é uma parte importantíssima.

  1. Acessórios adequados

acessórios nas aulas de treinamento funcional

Quantos acessórios temos no Treinamento Funcional? São muitos e cada um tem sua característica específica. Se eu falar em Treinamento Funcional para um leigo ele logo imagina uma sala cheia de acessórios. Ninguém lembra que cada um desses acessórios têm algo a adicionar ao exercício.

Muita gente pensa nos acessórios e equipamentos só como uma maneira de deixar a aula variada. E esse pensamento é bem limitado.

Cada acessório te ajuda a trabalhar de uma maneira, vou fazer uma listinha rápida para te ajudar:

  • Fitball: equilíbrio, estabilidade.
  • Fita de suspensão: força, estabilidade, equilíbrio.
  • Balance pad: estabilidade, equilíbrio.
  • Bosu: estabilidade, equilíbrio.
  • Escada: agilidade, condicionamento cardiovascular.
  • Cone: agilidade.
  • Foam roller: equilíbrio, estabilidade.
  • Medicine ball, kettlebels, halteres e outros pesos: carga.

E conseguimos utilizar vários acessórios para fazer um único exercício no TF. Então como escolher qual é o melhor para a minha aula?

Será que é só olhar qual deles é mais divertido ou o aluno gosta mais? Espero que você não esteja pensando isso. Sempre precisamos saber qual é o objetivo do exercício.

Fazer um agachamento na fita de suspensão é diferente de agachar no Bosu e diferente de agachar com uma kettlebell. O que você quer trabalhar nesse exercício? Se quiser facilitar para que o aluno tenha mais segurança num agachamento profundo, minha sugestão é a fita. Já para deixar o movimento mais instável podemos usar o Bosu. Para fazer um trabalho de força a kettlebell talvez seja mais apropriado.

Lembra daqueles objetivos específicos que falei? Eles têm tudo a ver com que tipo de acessórios você usa na aula.

Quem quer preparar uma aula de Treinamento Funcional pelo menos decente vai ter que pensar nisso. Saiba qual é o propósito do exercício antes de decidir qual é o acessório, só assim você terá o resultado que deseja.

  1. Usar exercícios e variações realmente funcionais

usar exercícios funcionais

No Treinamento Funcional temos o mesmo problema com acessórios e exercícios. Algumas pessoas só pensem neles para deixar a aula mais “divertida”. Mas qualquer um que realmente trabalhe com a modalidade sabe que não é só isso.

Ao decidirmos usar uma variação de exercício ele precisa ter um propósito. Vejo muitos profissionais se interessante muito por 20 variações de prancha no Facebook e poucos tentando entender o que cada uma dessas variações faz. Sem esse conhecimento sua aula dificilmente terá resultados rápidos.

Dica: só use variações quando for necessário. Não precisamos ficar inventando coisas para deixar o Treinamento Funcional mais eficiente ou completo. As variações de exercícios ajudam? Claro, mas só se bem utilizadas.

Quero dar um exemplo para mostrar meu ponto. Numa aula eu estava pensando em colocar o aluno para fazer uma versão mais instável do agachamento. Mas lembrei que esse aluno em especial está com pouca mobilidade de tornozelo, ele nem consegue trabalhar com agachamento profundo ainda.

Como profissional, você daria um agachamento unilateral para esse aluno? Certamente ainda não é hora para ele fazer isso. Primeiro eu precisaria trabalhar o agachamento profundo com ele até que estivesse perfeito.  Depois poderia pensar em quantas variações quisesse para esse exercício.

E sempre lembre que os exercícios que usamos no TF precisam ser realmente funcionais. Nada de começar a colocar qualquer exercício na aula só porque achou interessante. Se ele não tem um propósito que se encaixa na aula, não é global e não é transferível troque.

Lembrando que os exercícios são funcionais de acordo com as características individuais do aluno. O que não é funcional para um trabalhador normal talvez seja para um lutador de jiu-jitsu, por exemplo. Isso porque cada um terá uma necessidade de padrões de movimento diferente.

  1. Para todos os públicos

exercícios para todos os públicos

Trabalhar com aula em grupo é desafiador. Nem todos os alunos têm o mesmo preparo físico, na verdade, acho que o comum é ter muitos níveis diferentes na mesma turma. Sei que dá vontade de separar todo mundo em pequenas turmas por nível, mas é impossível.

Nesse caso, precisaremos planejar uma aula que atenda todos os alunos daquela turma. Essa também é uma característica importantíssima de uma aula de Treinamento Funcional perfeita.

Se não tivermos exercícios que podem ser feitos por iniciantes, intermediários e avançados nunca teremos como manter turmas. Para fazer isso você pode usar alguns artifícios:

  • Usar acessórios para facilitar ou dificultar;
  • Usar variações para alguns alunos;
  • Pedir que os alunos mais avançados façam o movimento com mais intensidade.

Para decidir como facilitar ou dificultar suas aulas você precisa conhecer muito bem sua turma. Sabe o que isso quer dizer? Que todos eles precisam ter passado por uma ótima avaliação. Assim você saberá quais são as necessidades, facilidades e dificuldades de cada um.

Já ficou com medo de precisar inserir tudo isso numa aula? É mais fácil do que parece. Apesar de não podermos trabalhar individualmente com cada um do grupo, podemos aproveitar o trabalho global. O Treinamento Funcional possui diversos exercícios que trabalham várias partes do corpo ao mesmo tempo, eles serão seus aliados.

Escolha exercícios que consigam te ajudar a trabalhar mais de um problema dos alunos ao mesmo tempo.

  1. Técnicas misturadas sem medo

misturar técnicas na aula

Você sabia que podemos usar outras técnicas na aula de Treinamento Funcional? Um exemplo que já usei aqui no blog é o Pilates. Ele complementa muito bem o Treinamento Funcional por possuir princípios similares, além de ser uma ótima metodologia.

Podemos inclusive usar os equipamentos de Pilates para realizar exercícios de Treinamento Funcional. O oposto também é possível, usar acessórios de funcional para exercícios de Pilates. Os dois até dividem muitos acessórios como Fitball, Bosu e faixas elásticas.

Um bom instrutor de Treinamento Funcional não deve ter medo de misturar outras técnicas e metodologias. Darei um outro exemplo, dessa vez com a liberação miofascial. Quem trabalha com atletas, por exemplo, sabe que tensão muscular é muito comum para eles. Então, qual é o problema de trabalhar com liberação miofascial em parte da aula de Treinamento Funcional?

O mesmo se aplicada para terapia manual, acupuntura, dry needling e afins. Conhecendo outras metodologias você consegue variar mais suas aulas e agregar valor ao seu trabalho. Lembre-se que o conhecimento nunca é demais, você sempre encontrará uma oportunidade para aplicá-lo.

  1. Boa progressão

Sabe um problema bastante comum para muitos profissionais? Manter a progressão do aluno. Eles deixam para progredir de acordo com o feeling ou algo similar, ao invés de planejá-lo. Fazendo dessa maneira, as aulas são raramente pensadas de acordo com a progressão.

Essas aulas não são pensadas para que o aluno aos poucos evolua mais e torne-se mais avançado. E quem pensa que o aluno não percebe pode continuar se enganando, alguma hora ele vai perceber. Nessa hora a credibilidade do instrutor praticamente acaba.

Então, se uma aula de Treinamento Funcional é boa ela está encaixada na progressão planejada para aquele aluno.

Conclusão

Só existe um segredo por trás da satisfação de nossos alunos: um bom trabalho, o que significa dar ótimas aulas de funcional.

A verdade é que uma boa aula é o primeiro passo para conseguir resultados. Com as 9 características desse artigo você conseguirá alcançar uma aula de sucesso. Basta começar a colocar essas ideias em prática.

Lembrando que o planejamento nunca pode ser desprezado. É nele que começa a aula e tenho certeza que você quer fazer o melhor trabalho possível.

O que achou desse artigo? Seguindo essas dicas suas aulas melhorarão e muito! Se você quer aprender ainda mais sobre Treinamento Funcional, confira meu artigo completo com mais de 8.000 palavras. É só clicar nesse link.

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