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Veja os 10 princípios do MIT – Movimento Inteligente

Algumas vezes nos encontramos num dilema profissional: não estamos conseguimos tratar o aluno com a eficiência que ele merece, ao mesmo tempo, não conseguimos identificar o problema. Antes de começar a se estressar com a dificuldade no tratamento, você já ouviu falar sobre os princípios do MIT?

Falhas como essa não são incorrigíveis e o Movimento Inteligente está aí para te ajudar. Conheça os princípios do MIT para saber mais como o método e o curso funcionam.

 Acompanhe Abaixo os 10 Princípios do MIT

1) Descobrir onde está o Desequilíbrio

Quando um aluno chega no seu espaço de trabalho com dor no joelho, o que você faz? Simplesmente assume que a dor é uma lesão no joelho e inicia o tratamento? Então essa reabilitação pode dar muito errado.

Antes de começar qualquer tratamento ou treinamento físico, precisamos de uma avaliação. Ela tem o importante propósito de descobrir onde realmente está o desequilíbrio.

Entre os conceitos que uso para fundamentar os princípios do MIT, encontramos o de cadeias musculares e de articulação por articulação.

Através desses conhecimentos conseguimos compreender como o corpo realiza compensações após lesões ou o desenvolvimento de patologias. Por isso, sabemos que o problema nem sempre fica contido à articulação onde a dor está.

2) Proteger a Coluna

Quem trabalha com Pilates já conhece o princípio da centralização. Ele está bastante relacionado aos princípios do MIT, já que envolve a proteção da coluna vertebral através do fortalecimento do Power House. Ao trabalharmos musculaturas do Power House e do Core, conseguimos melhorar a proteção da coluna.

Para conseguirmos atividades físicas seguras e sem o risco de lesão, esse princípio deve ser aplicado em toda aula. A coluna depende da estabilização de musculaturas, como o transverso abdominal, reto abdominal e oblíquo interno.

Também precisamos trabalhar musculaturas de base que proporcionam um movimento seguro, como o glúteo médio, máximo e mínimo, além do assoalho pélvico.

3) Desenvolver Todos os Movimentos Fisiológicos

Algumas pessoas ouvem do seu médico que nunca mais vão poder agachar por causa de uma lesão do joelho. Ou talvez ouçam que devem evitar flexão de coluna por causa de dores lombares. Será que essa é a solução para o problema do indivíduo? Certamente não.

Entre os princípios do MIT está a ideia de desenvolver todos os movimentos fisiológicos. Quando limitamos a movimentação, não resolvemos problema algum. Pelo contrário, só pioramos tudo. A falta de movimento causa fraqueza muscular, rigidez articular e falta de condicionamento físico.

Assim, quando o indivíduo precisa realizar um movimento diário ele está sujeito a uma maior probabilidade de lesões.

4) Fatores Biopsicossociais

Nem sempre a dor é algo causado somente pelo problema físico. A lesão certamente é causa de dor e desconforto, mas um indivíduo também é formado pelas situações sociais que enfrenta.

É comum, por exemplo, encontrarmos dores, desequilíbrios e desvios posturais causados por situação de estresse emocional.

Só tome cuidado para não imaginar que uma dor com origem psicológica não existe! Ela causa lesões e precisa de tratamento do mesmo jeito.

Para conseguir proporcionar o melhor atendimento, devemos compreender completamente o aluno. Além de avaliar sua lesão tente descobrir se existem fatores de estresse ou problemas emocional por trás do problema.

5) Nunca olhar apenas onde está a Dor

Já falei um pouco sobre isso quando falamos sobre a avaliação. Mas sempre vale a pena lembrar que a região da dor não é a única afetada pela patologia. Esse é um erro comum entre profissionais da fisioterapia e educação física que podemos combater com os princípios do MIT.

O profissional da saúde precisa considerar que o corpo é interligado, considerando outras regiões e também sua parte emocional.

Sempre mostro em meus artigos a importância de aplicar exercícios integrados. São eles que te ajudam a realmente reabilitar o aluno e corrigir todos os desequilíbrios que afetam esse corpo.

6) Respeitar os Limites da Dor

Outro erro comum é “forçar” um movimento no aluno. Isso é um problema! Além do exercício forçado não corrigir o defeito, ele ainda pode piorar a lesão e criar trauma no paciente.

“Quer dizer que não posso usar Pilates ou funcional num paciente com dor aguda?”

De maneira alguma, essas modalidades são essenciais para o tratamento. Só é importante tomar cuidado na aplicação dos movimentos.

Mantenha a amplitude pequena inicialmente para não piorar o quadro inflamatório e evolua os movimentos conforme ele se sentir mais confiante.

Alguns pacientes não gostam de falar que estão com dor. Eles costumam aguentar quietos e fazer o exercício. Só percebemos que existia problema quando eles deixam de ir à aula porque o Pilates “piorou” a dor lombar.

Na verdade, foi o excesso de movimento no momento errado que causou a dor. Por isso, devemos sempre orientar o paciente a avisar quando está sentindo qualquer tipo de dor.

7) Disciplina do seu Cliente

Costumo dizer que o paciente é responsável por metade do tratamento. Mesmo assim, muitos de nós temos pacientes que são indisciplinados e que agem de maneira a piorar o tratamento. É exatamente por esse motivo que considero a disciplina do cliente como parte dos princípios do MIT.

Para conseguir um resultado eficiente, o próprio paciente precisa respeitar nossas orientações e os princípios do método que utilizamos. Ele também deve entender que o número de repetições não foi escolhido de maneira arbitrária e que “tanto faz” pular uma ou duas repetições.

Outro problema frequente são as faltas na aula. O aluno precisa entender que, se ele faltar, o resultado não será alcançado.

8) Hidratação

Será que a hidratação merece estar na lista dos princípios do MIT? Claro que sim! A água é um elemento essencial para o organismo e também proporciona melhor saúde articular.

Como seu aluno pode esperar um movimento sem dor se não fornece água o suficiente para lubrificar as articulações?

Durante a reabilitação, precisamos incentivar nosso aluno a tomar água para conseguir a melhora que tanto espera.

Na verdade, o ideal é que esse hábito permaneça mesmo depois de terminar as aulas e até de trocar de atividade física.

9) Correção de Fatores Externos

A incidência de LER na população mundial está aumentando. O próprio nome dessas patologias já indica a causa: lesão por esforço repetitivo. Elas estão intimamente relacionadas a lesões que ocorrem por causa da atividade de trabalho.

Precisamos aprender a realizar a correção de fatores externos, que são ligados a prática de atividades físicas ou trabalho, além de realizar somente as correções em aula.

Nosso aluno tem uma vida inteira fora da nossa supervisão e ele precisa estar preparado para ela.

Algumas orientações são essenciais logo no início do tratamento. Ensine ao aluno os cuidados com a postura e tente identificar quais são suas principais compensações em movimentos diários. Se ele pratica atividades físicas, também é importante avaliá-las.

Talvez o grande problema seja o futebol de fim de semana do seu paciente. Nesse caso, você precisa preparar um tratamento que ajude a consertar os desequilíbrios.

10) Manutenção do Tratamento

O método MIT te ajuda a tornar-se um profissional mais completo e que consegue proporcionar melhor atendimento para o seu paciente ou aluno. Por isso, um dos princípios do MIT vai além dos cuidados com o paciente e engloba os cuidados com o Studio ou espaço de trabalho.

Não podemos tentar dar o melhor tratamento para alguém se sequer conseguimos cuidar do lugar onde trabalhamos.

Então, mantenha sempre seu espaço adequadamente limpo, organizado e equipamentos com manutenção em dia.

Conclusão

O MIT é o método desenvolvido por mim que incorpora conceitos do Pilates, treinamento funcional, terapia manual e outras ideias para conseguir um treinamento mais completo.

Hoje você conseguiu observar alguns de seus princípios, que trabalho detalhadamente em cada uma das aulas do curso.

Quer conhecer mais? É só conferir a página do curso que tem o conteúdo completo.

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